A imagem fotográfica é – por si – uma fonte de saudade….


Polaroide nº 19

“A imagem fotográfica é – por si – uma fonte de saudade…. Ela define um espaço e um tempo que se abrem para alojar o vago de nossos olhares em busca de visões, de desejos e de sonhos, à procura de presenças. Nela, inquietos que somos em nos reconhecer, depositamos o imaginário, caçamos na descoberta de momentos perdidos e desconhecidos, talvez nunca vivenciados, que ela nos faz rememorar e nos ajuda a esperar. Ela determina uma invenção de uma saudade que dorme em cada um de nós e que muitas vezes não sabemos nomear, a saudade de nós mesmos.”

Augustin de Tugny

POLAROID TEMPO

Seja a polaroide ou qualquer outra máquina fotográfica ou smartphone, são instrumentos que utilizamos para registrar nossas impressões, nossos sonhos, reprodução do nosso imaginário ou mesmo um local visitado. Registramos momentos importantes para nossa vida, que são perdidos no tempo logo em seguida. Deles, resta-nos apenas a saudade!

Roland Barthes, no seu livro “A Camara Clara” denominava a foto como um objeto no qual se poderia encontrar um instante de vida, que nos remete para um lugar entre o passado e o presente, em um ato fotográfico como a materialização da morte.

Esse conceito faz uma reflexão, da perpetuação através da fotografia, pois de fato é comum ouvirmos dizer que algo ou alguém foi imortalizado pelo registro de algum fotógrafo. É comum dizermos:  “eu era assim”, “eu morava nesse local”, “esses eram os meus amigos” ou “a cidade era assim nessa época”.

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